Quarta-feira, Outubro 07, 2009

A vida dos sonhadores


Os sonhadores, ao meu ver, são aqueles que costumam sonhar um pouco além, um pouco mais alto do que a maioria das pessoas.

No mundo corrido de hoje, os sonhadores são raros espécimes. A sociedade competitiva e imediatista de hoje não permite que se desenvolvam muitos deles.

Mas a vida dos sonhadores é melhor do que a de qualquer outro ser humano. São os sonhos, afinal, que nos dão forças para viver. Deus nos deu esse privilégio. São por eles que lutamos e passamos dificuldades sem pestanejar. Mas os sonhadores vão além - eles vivem sonhando.

Enquanto a maioria das pessoas se contenta com um emprego regular, o sonhador sonha com o extraordinário, às vezes ser dono do seu próprio negócio.

Enquanto a maioria das pessoas se contenta com um casamento simples, a fim de ter uma casa mais estruturada, os sonhadores sonham com o casamento espetacular, e com uma casa excelente.

Algo interessante na vida dos sonhadores é que, apesar de eles sonharem bem mais distante que as demais pessoas, eles ainda se impressionam e são cativados pela simplicidade da vida. Um sorriso de uma criança, o abraço de um idoso, a satisfação de alguém que ama, o passarinho que faz uma linda planagem, tudo isso torna o sonhador mais feliz.

Os sonhadores são lutadores também. Por sonharem além do comum, eles também se esforçam mais que o comum para alcançarem esses sonhos.

É certo que os sonhadores se decepcionam mais que as outras pessoas, mas eles usam essas decepções, desilusões e desventuras em geral, como degraus para alcançarem os seus sonhos.

Os sonhadores têm a graça de vivenciarem os sonhos mais lindos, e de serem lembrados por aquilo que são e que alcançaram.

E mesmo que os sonhadores nunca alcancem todos os seus sonhos, eles terão sido pessoas mais felizes só pelo privilégio de sonhar além do normal.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Loucos por Jesus 2009


O evento mais pirado do mundo cristão está de volta em mais uma edição que promete muito!!

O tema desse ano?? Loucos por Jesus de joelhos!! Vamos orar muito!! Uhuuuu \o/

Aproveitando o tema então, seguem dois links para vocês relembrarem um pouco do que já rolou por aqui no TrintaeTrês sobre esse tema:


Mais informações sobre o congresso em www.loucosporjesus.com, ou pelo Twitter

Faça sua inscrição correndo, faltam 15 dias para o Congresso!!!!

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

O protestantismo atual

Hoje imaginei como um historiador no futuro descreveria a situação atual do protestantismo no Brasil. Acho que seria mais ou menos assim:

"Na época do Brasil colonial tivemos a chegada dos protestantes no Brasil principalmente pelos franceses na Guanabara e os holandeses no nordeste, mas a implantação definitiva desse movimento aconteceu na época do Brasil imperial.

As características principais do protestantismo no Brasil na metade final do século XX foram o tradicionalismo e o intenso ensino das escrituras bíblicas, além de um legalismo forte, e um período de evangelização em massa.

Acredito que o final do século XX e início do nosso século tenha sido o período negro do movimento protestante. De certa forma, ouso afirmar que o período inquisitório da idade média foi menos prejudicial à Igreja do que esse período.

Explico: na época da Inquisição, eram vendidas indulgências, vendidos terrenos no céu. No período que citei antes, os fiéis eram ludibriados pelos seus líderes, mas não por terrenos no céu. O auge da Teologia da Prosperidade foi marcado por escândalos financeiros na Igreja, e a enganação de muitos fiéis que acreditavam que doando determinada quantidade financeira (por vezes superior aos seus rendimentos) ganhariam prosperidade financeira na terra.

Ora, é "melhor ser enganado por querer o céu do que por querer a Terra.

Devido a esforços isolados em alguns pontos do País, principalmente marcado por manifestos virtuais, as novas gerações foram reconstruindo o cristianismo. Nem tão legalista, nem tão liberal. Obviamente o movimento segue com falhas, porque é feito por seres humanos imperfeitos, mas é notável termos conseguimos superar o movimento que quase destruiu séculos de luta pela implantação do protestantismo brasileiro."

Claro que não sei como será o futuro, mas gostaria muito que superássemos a Teologia da Prosperidade, o emburrecimento dos cristãos e todas essas máculas tão evidentes da religião atual.

É apenas uma esperança, mas "a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado."(Rm 5:5)E afinal, "a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?"(Rm 8:24b).





Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Compaixão cristã


"Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão" - Lc 10:33


Todo mundo conhece a história do bom samaritano. Um assalto, religiosos indiferentes e um excluído que teve compaixão do assaltado. É uma bela parábola que Jesus contou, sobre compaixão. Interessante como essa parábola se repete hoje em dia.

Hoje, ao comparecer ao asilo em que faço estágio, minha professora foi assaltada. Levaram o carro, os documentos, os celulares, tudo. Com isso fomos dispensadas do estágio e cheguei bem mais cedo em casa, o que foi bom porque pude recuperar a noite de sono que perdera na noite anterior. Na mesma hora lembrei-me de como muitos evangélicos não entendem o significado do versículo que está em Romanos 8:28 e diz: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Muita gente usa esse versículo para dar testemunhos. Eu poderia ter usado isso hoje. Poderia dizer que Deus foi bom para mim e me deu a oportunidade de descansar.

O fato é que foi uma coisa boa eu poder ir para casa mais cedo. Mas não seria correto eu dizer que Deus usou o assalto da minha professora para me favorecer. Foi uma tragédia, e ela estava arrasada. Como alguém pode achar que Deus é tão sarcástico a ponto de ficar feliz com a desgraça humana? Ou, porque os evangélicos têm essa tendência a achar que são pessoas melhores que as outras, achando que Deus vai fazer mal a alguém para os beneficiar?

O versículo de Romanos nos ensina a ter perseverança nos momentos difíceis. Nos ensina a saber que Deus continua ao nosso lado nesses momentos, e que, depois de passarmos por eles poderemos ver que crescemos com a experiência, e que nos tornamos pessoas melhores após vencê-los.

A grande lição da parábola do bom samaritano é que a compaixão é algo a ser praticado sempre. Os religiosos costumam julgar tragédias como sendo fruto do pecado dos atingidos por elas, mas a Bíblia mostra diversas vezes que nem sempre os problemas que acontecem conosco estão ligados a pecados que cometemos. Às vezes tragédias simplesmente acontecem, não cabe a nós saber o motivo sempre, mas devemos sempre ter compaixão das pessoas. Jesus teve tamanha compaixão da humanidade, que veio ao mundo morrer e ressuscitar a fim de que não fôssemos para o inferno.

Creio que vale a pena aqui ressaltar o significado de compaixão. Segundo a Wikipédia, compaixão pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia. A compaixão freqüentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia por outra pessoa. A compaixão é freqüentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.


A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios. Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes, são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.


Ou seja, compaixão não é sentir pena, é agir em busca de minimizar o sofrimento do outro. Foi isso que Jesus quis nos ensinar com a parábola do samaritano. O samaritano não viu quem estava sofrendo, ele simplesmente ajudou. Muitas vezes acontece hoje nas igrejas a mesma coisa que aconteceu aos religiosos. Por julgar demais quem está sofrendo, deixamos de ajudar aquela pessoa.


Todos nós somos pecadores, mas aqueles de nós que somos cristãos experimentaram a graça de Jesus que nos libertou da escravidão do pecado. E catástrofes e tragédias também atingem todo ser humano. Muitas vezes, ao demonstrar compaixão para com aqueles que estão sofrendo, e não julgando o motivo pelos quais eles estão passando por isso, podemos tornar possível que eles experimentem da mesma graça que nós já desfrutamos.


O meu desejo é que eu possa ser mais parecida com aquele samaritano do que com os religiosos da história. Afinal de contas, o que colocou o cristianismo em prática foi o primeiro, e não os últimos.



Terça-feira, Agosto 25, 2009

Seria a oração um sacrifício?


É comum ouvirmos em reuniões evangélicas que "temos que pagar um preço de oração" por alguma coisa.

Há alguns dias, ao ouvir essa frase novamente, fiquei refletindo sobre seu significado. "Pagar um preço de oração" quer dizer que é um sacrifício que tenho que fazer. Seria a oração um sacrifício?

Não sei se existe algo que me deixa mais contente do que conversar com Deus. Desde cedo, antes de sair de casa até à noite, antes de dormir, gosto de manter uma vida constante de oração. Não falo isso para contar vantagem nem nada do tipo, mas apenas para dizer que, para mim, a oração é fundamental à vida cristã, e é uma coisa prazerosa.

Na época do Antigo Testamento apenas o sumo-sacerdote poderia entrar, uma vez por ano, na presença de Deus, e ele ainda corria o risco de morrer caso fosse considerado impuro por Deus. Ao morrer na cruz Jesus tornou possível para nós não apenas a salvação, mas o direito de acesso livre ao Pai. Podemos orar em qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Seja em pé no ônibus, ajoelhados no quarto ou até mesmo deitados na hora de dormir.

A oração é uma bênção que Jesus conquistou para nós, por isso não consigo aceitar a ideia de que ela seja um sacrifício.

Não me entendam mal, como cristãos nós temos que orar sim. Mas isso não é uma coisa que nos traga algum ônus. A Bíblia diz "maridos, amem suas esposas assim como Cristo amou a igreja" (Ef 5:25) e também diz "orai sem cessar"(I Ts 5:17). Ambos são ordens, mas assim como o bom marido não verá nenhum sacrifício em cumprir a primeira ordem, o bom cristão cumprirá a segunda ordem sorrindo.

É comum ouvirmos em reuniões evangélicas que "temos que pagar um preço de oração" por alguma coisa.

Há alguns dias, ao ouvir essa frase novamente, fiquei refletindo sobre seu significado. "Pagar um preço de oração" quer dizer que é um sacrifício que tenho que fazer. Seria a oração um sacrifício?

Não sei se existe algo que me deixa mais contente do que conversar com Deus. Desde cedo, antes de sair de casa até à noite, antes de dormir, gosto de manter uma vida constante de oração. Não falo isso para contar vantagem nem nada do tipo, mas apenas para dizer que, para mim, a oração é fundamental à vida cristã, e é uma coisa prazerosa.

Na época do Antigo Testamento apenas o sumo-sacerdote poderia entrar, uma vez por ano, na presença de Deus, e ele ainda corria o risco de morrer caso fosse considerado impuro por Deus. Ao morrer na cruz Jesus tornou possível para nós não apenas a salvação, mas o direito de acesso livre ao Pai. Podemos orar em qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Seja em pé no ônibus, ajoelhados no quarto ou até mesmo deitados na hora de dormir.

A oração é uma bênção que Jesus conquistou para nós, por isso não consigo aceitar a ideia de que ela seja um sacrifício.

Não me entendam mal, como cristãos nós temos que orar sim. Mas isso não é uma coisa que nos traga algum ônus. A Bíblia diz "maridos, amem suas esposas assim como Cristo amou a igreja" (Ef 5:25) e também diz "orai sem cessar"(I Ts 5:17). Ambos são ordens, mas assim como o bom marido não verá nenhum sacrifício em cumprir a primeira ordem, o bom cristão cumprirá a segunda ordem sorrindo.

Entendo a necessidade de se pregar sobre oração, porque esta é uma prática que tem sido abandonada por muitos membros da igreja (o que me leva a questionar, será que eles são realmente cristãos? Mas essa discussão eu vou deixar para depois). Só não acredito que a oração deva ser pregada como um sacrifício a ser feito, e sim como algo maravilhoso que deve fazer parte da vida cotidiana de todo cristão.

Que tenhamos vontade de criar intimidade com o Pai, e que nossa vida de oração se tornem realmente uma prática constante. Enfim, vamos orar sem cessar!

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Precisamos de mais Pedros



"Vendo Simão que o Espírito era dado com a imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro e disse: 'Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo'. Pedro respondeu: ' Pereça com você o seu dinheiro! Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus. Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado." - At 8:18-23

Pedro foi um exemplo de líder cristão. Ele não era perfeito, como ninguém é. Todos se lembram de que foi ele quem negou a Jesus por três vezes. Além disso, foi acusado de dissimulação por Paulo (Gl 2:11-15). Mas é inegável a influência que ele teve na igreja primitiva. É inegável também sua determinação em cumprir a vontade e o chamado de Deus para sua vida. Ele se arrependeu profundamente de ter negado a Jesus e, com isso, foi instrumento de Deus para salvar, curar e transformar milhares de vidas.

No episódio descrito em Atos 8:9-25, ele tinha sido enviado junto com João para orarem pela igreja recém formada em Samaria, para que estes recebessem o Espírito Santo. Simão, um mago local que havia perdido prestígio devido a essa conversão dos samaritanos, vendo que o poder era dado pela imposição de mãos dos apóstolos, lhes ofereceu dinheiro para que tivesse o mesmo dom. Pedro o repreendeu severamente, como pode-se conferir no trecho citado.

Como precisamos de mais "Pedros" nos dias de hoje! Afinal, quantos são os que tentam barganhar com Deus um dom espiritual mais "visível", como o de profecia ou o de falar em línguas? E quantos são aqueles que tentam transferir seu status social para dentro da igreja (e, infelizmente, muitos os que conseguem)?

Precisamos de líderes cristãos que tenham a coragem de repreender essas pessoas como Pedro o fez. Líderes que reconheçam sua condição imperfeita de seres humanos, mas que nem por isso deixem de dizer o que tem que ser dito.

Pessoas como Simão buscam principalmente a fama, e acabam por corromper grande parte daqueles que se deixam influenciar por eles. Por isso precisamos de líderes que não deixem esse tipo se infiltrar em nosso meio. Precisamos de líderes como Pedro - humanos e exemplares.

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

A fidelidade de Daniel

"Diante disso, os supervisores e os sátrapas procuraram motivos para acusar Daniel em sua administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar nele falta alguma, pois ele era fiel; não era desonesto, nem negligente. Finalmente esses homens disseram: 'Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele'. (...) Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente à vista de Deus. Também contra ti não cometi mal algum, ó rei" - Dn 6:4,5,22b

A história de Daniel sempre me fascinou, desde que a ouvi pela primeira vez, na escola bíblica dominical infantil da qual eu participava.

Daniel foi um jovem exemplar, e podemos ver isso logo no início do livro que conta sua história, quando ele "não quis se contaminar com as finas iguarias do rei" (Dn 1:8). Ele continuou sendo exemplar durante sua vida toda e, por tantas qualidades, o rei planejava colocá-lo à frente de todo o império (Dn 6:3).

Duas coisas me deixam chateada nos dias de hoje, e talvez uma seja consequência da outra.

A primeira é que o livro de Daniel não é mais pregado nas igrejas. No máximo as crianças sabem superficialmente a história dos três amigos na fornalha e a história de Daniel na cova dos leões.

A segunda coisa é que, num mundo onde quem se destaca na maior parte das vezes não é o mais "fiel, não desonesto e não negligente", e sim o mais astuto e que consegue ter vantagem tirando proveito dos outros, os cristãos estão se amoldando aos padrões mundanos, ao contrário de seguirem o exemplo de Daniel.

Às vezes fico pensando se eu estivesse no lugar de Daniel. Será que os invejosos sátrapas e supervisores conseguiriam achar algum motivo para me acusar ou eu seria tão irrepreensível quanto Daniel e eles teriam que recorrer a acusações contra minha fé? E será que minha fé seria tão marcante quanto a dele?

Sinceramente admito que peco por negligência às vezes, e não tenho certeza de que minha fé possa se equiparar à de Daniel.

Toda vez que leio esse livro me sinto desafiada a melhorar, tanto na minha vida pessoal quanto na minha vida espiritual. E é por isso que fico chateada quando vejo que ele está sendo deixado de lado nas pregações contemporâneas. E é por isso também que quis compartilhar esse texto.

Para encerrar, deixo aqui um trecho da música Daniel, da banda Resgate, que resume bem o caráter de Daniel:

Se prostrar todo dia
E provar ser fiel
Ser lançado na cova
Sair ileso como Daniel

Que Deus nos dê a graça de sermos parecidos com ele.